A sinusite é uma inflamação dos seios nasais e paranasais que provoca dor e incômodo nas aves. Os seios paranasais são formados por um grupo de cavidades aeradas que se desenvolvem nos ossos da face.

As principais causas na manifestação desta doença são infecções bacterianas e neoplásicas, ou seja, as causas infecciosas incluem bactérias Gram-negativas, fungos, Micoplasmas e Mycobacterium avium. As neoplasias dos tecidos sinusiais infra ou supraorbitais são geralmente malignas e incluem sarcomas não diferenciados, fibrossarcomas e sarcomas osteogênicos.

Todo cuidado é pouco ao diagnosticar a doença, pelo qual muitos criadores a descrevem erroneamente como verruga, bouba, pipoquinha, caroço e tumor. Procure um médico veterinário especialista em medicina aviária ao menor sinal de Sinusite.

Esta enfermidade parece estar presente em muitos criatórios domésticos e comerciais. Qualquer espécie de ave pode ser acometida. É muito comum em passeriformes (Pássaro Preto e Trinca Ferro), mas também nos psitacídeos (Calopsitas e Papagaios) podem apresentar (Foto 1 – M. V. Dr. Pedro HACS).

As codornas são muito susceptíveis as Sinusites também (Foto 2 – M. V. Dr. Pedro HACS).

As causas mais comuns que podem desencadear a sinusite são: falta de higiene, exposição ao frio ou vento, exposição à concentração de poluentes, fatores alergênicos, alimentação incorreta, banhos com jatos de água ou borrifadores e desvio de septo nasal. Entretanto, um fator que é determinante na saúde de qualquer animal é a queda da imunidade, que no caso demonstra que algo está errado e causas sistêmicas devem ser investigadas. Resumindo essa simples queda da imunidade pode levar a proliferação de bactérias e vírus oportunistas presentes na microbiana natural da ave.

O que diferencia esta doença de nós humanos é na formação do exudato purulento (formação de pús), que no caso das aves será de forma endurecida, compacta e não viscosa igual ao nosso. O sinal clínico clássico da sinusite crônica é o aumento do diâmetro da narina normalmente de um dos lados, seguido de inchaço acima ou abaixo do olho, ocasionalmente uma descarga ocular acompanha o inchaço, pode se encontrar presente exoftalmia com os olhos deslocados para cima, para baixo ou para fora, olhos vermelhos semelhantes à conjuntivite e falta de apetite (Anorexia). Se o distúrbio tiver uma longa duração, a córnea pode permanecer seca e/ou nebulosa.

O tratamento é longo, a maioria dos inchaços sinusais paranasais requer intervenção cirúrgica para remover o material caseoso, o fluido ou as massas de tecido sólido isolado. É indicado a coleta do material para citologia e cultura para determinar a etiologia da doença. Após a remoção do material é necessário o tratamento com antibióticos, se o agente causador for um fungo é indicado o uso de um antifúngico.

A prevenção da Sinusite se baseia em medidas simples como uma boa alimentação baseada em alimentos corretos e balanceados, alojamento adequado para as aves, evitar estresse ambiental, higiene adequada e manejo correto.

A narina assim como o bico em casos mais graves pode ficar deformada para sempre. Se não tratado pode evoluir levando a ave a óbito ou a sequelas no canto.

 

M. V. Pedro Henrique Arosteguy de Carvalho e Siqueira CRMV – DF 1475
Medicina de Animais Silvestres e Exóticos

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Co-autor: Keila Rita de Almeida
Estagiária – Point Animal
Graduanda em Medicina Veterinária

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